E aqui estamos, com o coração apertado de saudade, e essa
dor é a mesma de quando se perde alguém que você ama. Dói tudo, faz um nó na
garganta, seus olhos exprimem as lágrimas que tem, seu coração acelera com um
choque de adrenalina, seu corpo fica debilitado com um choque de serotonina.
Você só quer deitar a cabeça em um travesseiro e dormir, para esquecer a dor,
para sonhar, para perder o medo e amenizar a saudade, é o melhor caminho.
Você
quer ver o rosto dela, ouvir sua voz, sua risada, sentir seu perfume, seu
abraço, saber que ela está bem. Estar com ela, levá-la ao seu lugar preferido,
comer sua comida preferida, ouvir a música que você e ela mais gostam. Sentir o
quão bem ela te faz. Isso é matar a saudade, mas enquanto ela está distante, a
saudade é quem parece matar você. E outra vez aquele nó na garganta, o frio em
sua pele, a dor no peito, as lágrimas e o arrepio de estar sozinho,
desamparado, vazio e triste te arrebata, te faz querer fugir, faz você se
esconder, te faz desaparecer.
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